Programa de Excelência Gerencial da SUBSEDEC - PEG-SUBSEDEC

1. Considerações Iniciais

          a. O PEG-SUBSEDEC é a ferramenta de implementação da estratégia de melhoria da gestão da SUBSEDEC, estabelecida na Resolução SEDEC n° 280, de 10 de março de 2005, estando alinhado com os objetivos decorrentes daquela melhoria da gestão.
          b. O PEG-SUBSEDEC pode ser definido como uma ferramenta que visa a melhorar o atendimento à população e aos integrantes da SEDEC, para que atenda nas melhores condições aos anseios da sociedade do Estado do Rio de Janeiro, tendo por base a capacitação dos recursos humanos e caracterizada por ações voltadas para o aperfeiçoamento dos processos, o gerenciamento de projetos e o permanente estímulo para motivação de todos os integrantes da Subsecretaria.
          c. Os objetivos contidos no Programa vão ao encontro do estabelecido pelo Subsecretário de Defesa Civil. O PEG-SUBSEDEC é mais uma ferramenta que ajudará na concretização dos objetivos da Subsecretaria e no gerenciamento de seus programas e projetos.
          d. O Programa é baseado na Gestão pela Excelência, configurado em um modelo de gestão ou gerenciamento organizacional, definido a partir de critérios de excelência em gestão utilizados pelo Programa Qualidade Rio e aceitos em vários países.
          e. Suas principais características são: o desempenho (administração por resultados); a satisfação dos usuários; a valorização das pessoas; a comparabilidade; a melhoria e o aprendizado contínuos; e a pró-atividade.
          f. O Modelo de Excelência em Gestão preconizado pelo Programa Qualidade Rio é composto por oito partes que, juntas, compõem um sistema de gestão para as organizações do Estado do Rio de Janeiro:
                    1. Liderança;
                    2. Estratégias e Planos;
                    3. Clientes;
                    4. Sociedade;
                    5. Informação e Conhecimento;
                    6. Pessoas;
                    7. Processos;
                    8. Resultados.
          g. Para a aplicação do modelo na SUBSEDEC foi considerada uma ampla pesquisa inicial sobre:
                    - como iriam desenvolver-se as mudanças na cultura organizacional;
                    - o desenvolvimento dos planos necessários à orientação das mudanças em todos os níveis;
                    - a implementação de ações para alinhar os subsistemas da SUBSEDEC aos objetivos da organização como um todo;
                    - o desenvolvimento de instrumentos para acompanhamento e avaliação dos progressos da implementação com toda a base estatística necessária à sua validação; e
                    - a antecipação das dificuldades à sua implantação.
          h. O modelo também foi adaptado às condições conjunturais do País.
          i. Em última análise, por meio do Programa busca-se elevar o nível da qualidade dos serviços prestados pela SUBSEDEC, sendo a atividade-fim, portanto, o foco do PEG-SUBSEDEC.

2. Intenção do Subsecretário da Defesa Civil

          A situação futura desejada, com a implantação do PEG-SUBSEDEC é:
                    - uma administração aberta à evolução permanente e flexível para adaptar-se com rapidez a novas metodologias gerenciais e às evoluções de cenários;
                    - a valorização da criatividade, do comportamento pró-ativo e da avaliação contínua, para inovação e melhoria permanentes;
                    - que os integrantes da SUBSEDEC incorporem e adotem - conscientes, confiantes e voluntariamente - a última palavra em termos de metodologia de gestão, tendo como ideal a busca da excelência de desempenho e resultados; e
                    - consolidar o alto conceito da Defesa Civil junto à sociedade, também, como Instituição modelar no gerenciamento dos recursos que ela lhe disponibiliza.

3. Finalidade do Programa

          O PEG-SUBSEDEC visa a adoção pela Defesa Civil de práticas gerenciais que conduzam a um melhor desempenho dos programas, projetos e processos e à melhoria da qualidade dos produtos e serviços disponibilizados pela Secretaria.

4. Metas do PEG-SUBSEDEC

                    - Implantar um programa de gerenciamento moderno na então Secretaria de Estado de Defesa Civil até 2006.
                    - Consolidar, em anos posteriores, as práticas gerenciais adotadas.

5. O modelo de gestão proposto

          O modelo adotado inicia-se com uma avaliação de 26 unidades da Subsecretaria de Defesa Civil, destinada a verificar a atual e real situação gerencial dessas unidades, identificando os pontos fortes e as oportunidades de melhoria. Inicia-se, então, um ciclo de gestão por projetos, incluídos em um plano de melhoria da gestão, buscando melhorar continuamente os processos existentes.
          A avaliação baseia-se nos oito critérios de excelência do Programa Qualidade Rio (PQRio).
          A gestão por projetos, o planejamento, utilizando novas ferramentas, e a ampliação das oportunidades para a capacitação dos recursos humanos fazem parte do modelo proposto.
          Os critérios de excelência servirão para nortear toda a gestão no âmbito da Defesa Civil e não somente para realizar a avaliação.
          A avaliação deve ser repetida de forma contínua (anual).

6. Cronograma das ações do Programa de Excelência Gerencial

                    - Para o primeiro ano de implantação, conforme estabelecido no ANEXO “A”
                    - Para os demais anos, as atividades serão planejadas em função do desenvolvimento da implantação do PEG-SUBSEDEC.

7. Estrutura de Coordenação do Programa de Excelência Gerencial

          A estrutura de coordenação de um processo de mudanças é um fator crítico da implantação, não existindo uma fórmula para montá-la, pois varia de uma organização para outra.
          Para iniciar a implantação do processo de mudanças, podemos fazer uso de uma estrutura “ad hoc”, ou seja, equipes que terão por objetivo agilizar as tarefas, retirando o sistema da inércia e comprometendo-se não apenas com a organização, mas também em fazer as mudanças acontecerem.
          Para cada equipe deve ser definida a missão, os objetivos, a composição e os prazos, estabelecendo uma agenda mínima de trabalho, de modo a viabilizar o seu monitoramento.
          A estrutura “ad hoc” usada na implantação do processo de mudanças deve aproveitar a estrutura formal existente em seus diversos níveis, para realizar os trabalhos, buscando trazer para os debates as pessoas que trabalham nos processos-chave. Esta mesclagem de estruturas possibilita o aprendizado organizacional e a melhoria contínua do desempenho.

a. Estrutura de Coordenação do Programa (PEG-SUBSEDEC):

          O Subsecretário de Defesa Civil é o Gerente-Executivo do PEG-SUBSEDEC

          1) Coordenação Executiva

          Essa equipe é integrada pelos membros do Grupo Executivo do Programa Excelência Gerencial – GEPEG. A missão do Grupo Executivo é “propor estratégias, diretrizes e metas para o processo de mudanças, coordenando a implantação do PEG-subSEDEC em toda a sUBSecretaria”.
          A Coordenação Executiva do GEPEG será exercida pelo Ten Cel BM José Luiz Ruas Guerra, que contará com a colaboração de cinco Coordenadores setoriais, das áreas de Ensino, Operacional, Saúde, Administrativa e Especializadas.


Estrutura de Coordenação Geral do GEPEG

          2) Operacional

          Exercida pelos Subcomandantes Administrativos de cada unidade designada. A missão dos Chefes dos Comitês Internos da Qualidade das unidades designadas é “propor estratégias, diretrizes e metas para o processo de mudanças, coordenando a implantação do PEG-SUBSEDEC, no âmbito de sua unidade, acrescida da implementação dos planos de melhoria da gestão, e procedendo, ainda, à análise e a adequação à realidade de cada unidade das metodologias a serem utilizadas”.
          Os membros do Comitê Interno da Qualidade da unidade são aquelas pessoas designadas pelo comandante, devendo ter disponibilidade para participar de cursos e de projetos de melhoria e de acompanhar ações de melhoria nos processos, desenvolvendo ações corretivas e/ou preventivas que permitam a eliminação dos desvios/erros, possibilitando ganhos de qualidade e produtividade para a unidade.

b. Membros do Grupo Executivo do Programa Excelência Gerencial – GEPEG

          1) Missão

         Assessorar o Subsecretário de Defesa Civil na implantação do PEG-SUBSEDEC e dinamizar as ações voltadas para a consecução da finalidade e das metas do Programa, o qual prevê a melhoria da qualidade dos projetos, processos, produtos e serviços, enfim do gerenciamento na Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro.

          2) Resolução da SEDEC de nomeação dos membros do GEPEG

          A Resolução SEDEC nº 280, de 10 de março de 2005, publicou a nomeação de 4 oficiais. Estes oficiais estão sob a chefia de um Tenente Coronel, Coordenador Executivo do GEPEG.

          3) Atribuições dos membros do GEPEG

                    - Planejar, documentar e conduzir as atividades relativas à implementação do PEG-SUBSEDEC, bem como promover e orientar os programas congêneres conduzidos nas unidades.
                    - Promover a difusão da capacitação de recursos humanos para a Defesa Civil, por meio de cursos, estágios, seminários, simpósios e ciclo de palestras.
                    - Executar reavaliações programadas do PEG-SUBSEDEC e participar do processo da melhoria contínua.
                    - Promover atividades visando a desenvolver mecanismos que motivem os envolvidos na avaliação, em todos os níveis.
                    - Estabelecer canais de comunicação horizontalizados, de forma a melhorar a interação com as unidades envolvidas, para coordenar a execução nos diversos níveis.
                    - Estabelecer parcerias com organizações públicas e privadas que detenham conhecimento e experiência no campo da gestão pela excelência, da logística e de modernas metodologias, métodos e ferramentas de administração.
                    - Promover a divulgação das matérias relevantes e de interesse do Programa.
                    - Programar e planejar auditorias internas do sistema de qualidade no âmbito da SUBSEDEC.
                    - Implementar o Prêmio da Qualidade da SUBSEDEC.

8. Fases Iniciais do PEG-SUBSEDEC

          a. 1ª Fase

                    - Implementar os Projetos de Melhorias - a partir de abril de 2005.
                    - Cada unidade definirá os seus projetos a partir do Relatório de Avaliação remetido pelo Programa Qualidade Rio, relacionado ao ciclo de avaliação de 2004.
                    - Definir, estabelecer prioridades e gerenciar os projetos para as melhorias, designando os respectivos responsáveis pelos projetos e suas equipes.
                    - Otimizar os processos da unidade, mediante identificação e análise, simplificação, solução de problemas (utilizando ferramentas afins) e aperfeiçoamento dos processos.
                    - As ações de gerenciamento dos projetos e de otimização dos processos, acima comentadas, podem ser realizadas simultaneamente.
                    - Para os projetos complexos, poderá haver capacitação específica de recursos humanos.

          b. 2ª Fase

                    - Realizar a avaliação das unidades até 30 de julho de 2005. O prazo de três meses é considerado suficiente para a 2ª Fase, mas exige-se rapidez na preparação do pessoal pelos multiplicadores (pessoal que realizou o Curso de Formação de Avaliadores do PQRio).
                    - O gerente-executivo do PEG da unidade será o chefe, diretor ou comandante.
                    - Devem ser nomeados os membros do Comitê Interno da Qualidade das unidades participantes sob a coordenação do Subcomandante Administrativo, cuja atividade inicial será a avaliação, aproveitando o pessoal capacitado, denominados multiplicadores.
                    - Estabelecer os pontos fortes e as oportunidades de melhorias, conforme os critérios de excelência, cuja aplicação é do conhecimento dos multiplicadores.

9. Concepção do PEG-SUBSEDEC

          O modelo aqui descrito foi construído a partir das considerações conceituais e da literatura existente sobre metodologias de implementação de Estratégias de Melhoria da Gestão, estando ainda baseado nos fundamentos e nos critérios de excelência. Foram utilizadas as idéias dos autores clássicos da administração moderna, tais como: Peter Drucker, Alwin Tofler, Kotler, Kaplan, Norton e outros.
          Os termos Gestão e Gerência são considerados sinônimos para fins do PEG-SUBSEDEC. De acordo com o dicionário NOVO AURÉLIO, século XXI, gestão é o ato de gerir e gerência é o ato ou efeito de gerir.

          Os fundamentos de excelência adotados foram:
                    - liderança e constância de propósitos;
                    - visão de futuro;
                    - interação e foco no cliente (sociedade);
                    - responsabilidade social e ética;
                    - decisões baseadas em fatos e dados;
                    - valorização das pessoas e capacitação de recursos humanos;
                    - abordagem por processos;
                    - foco nos resultados;
                    - inovação;
                    - agilidade;
                    - aprendizado organizacional; e
                    - visão sistêmica

          Os critérios de excelência adotados pelo PEG-SEDEC foram:
                    1. Liderança;
                    2. Estratégias e Planos;
                    3. Cliente;
                    4. Sociedade;
                    5. Informações e conhecimento;
                    6. Pessoas;
                    7. Processos; e
                    8. Resultados

10. Implantação do PEG-SUBSEDEC

          A implantação do PEG-SUBSEDEC segue o modelo da Fig 3, que deve ser adaptado em cada Unidade, em função de sua característica, quando da implantação do Programa.

Passo 1 - Tomada da Decisão

           O Subsecretário de Defesa Civil, junto com o Estado Maior Geral, decidiu sobre a necessidade de implementar uma estratégia de melhoria da gestão em larga escala na Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, adotando o Programa Excelência Gerencial da SUBSEDEC como o instrumento principal dessa estratégia.

Passo 2 – Sensibilização das Unidades

          Neste passo do modelo, o Subsecretário da Defesa Civil determinou a realização de reuniões e palestras de sensibilização para os Comandantes, Chefes e Diretores dos órgãos da SUBSEDEC, para mostrar a importância do PEG–SUBSEDEC e da utilização de novas ferramentas gerenciais para melhorar a gestão da Instituição.
          Essa sensibilização é feita mediante palestras dos integrantes do Grupo Executivo do PEG-SUBSEDEC, com a intervenção do próprio Subsecretário de Defesa Civil, assim como de consultores e executivos de organizações públicas e privadas.
          Nesse passo, existe a orientação para os integrantes da SUBSEDEC participarem de palestras de sensibilização, seminários, congressos e cursos, podendo-se também utilizar a leitura de artigos em revistas especializadas e a Internet.
          O aumento do conhecimento sobre estratégias de melhoria da gestão e sua aplicação à Defesa Civil, assim como a utilização de seus conceitos, técnicas e ferramentas e a aplicação da gestão baseada em fatos e dados, possibilita aos gestores uma capacidade maior para identificar e solucionar problemas e melhorar os processos.
          O compromisso pessoal dos comandantes em todos os níveis mostra que a utilização das práticas é responsabilidade de todos. É importante ressaltar que a meta principal do processo de mudanças deve ser a melhoria contínua dos processos e não a verificação de quem individualmente não atinge os padrões, tendo em vista que o importante é o aperfeiçoamento do sistema organizacional da Defesa Civil como um todo.
          Para a atualização do conhecimento e a verificação do estado da arte em relação às estratégias de melhoria da gestão, também são indicadas visitas a outras organizações que já tenham iniciado algum processo de mudanças, por exemplo, unidades do Corpo de Bombeiros Militar de outros Estados e/ou países, fazendo uso do referencial comparativo, para identificar as melhores práticas e processos que estejam relacionados aos serviços prestados pela Defesa Civil, de forma que sejam identificados seus pontos positivos e negativos, para que não se repitam os erros e que os acertos sejam utilizados para disseminar essas boas práticas.
          Nesse momento deve ser incentivada a participação das lideranças, em todos os níveis hierárquicos, a começar pelo envolvimento pessoal dos comandantes das unidades na criação e no reforço de valores, na definição de rumos, missão, objetivo político, estratégias e expectativas de desempenho e na manutenção do foco no usuário. Liderança é, então, a palavra chave de todo o processo, pois sem ela nada efetivamente acontece.
          Todos os integrantes da Instituição, particularmente os comandantes, chefes e diretores, devem adotar medidas para motivar seus subordinados para a implantação do PEG-SUBSEDEC. É necessário, portanto, o comprometimento da liderança e de todos os integrantes da Defesa Civil para a implantação efetiva do PEG-SUBSEDEC.

Passo 3 – Avaliação

          A avaliação inicial busca realizar um diagnóstico da situação presente das unidades que estejam participando diretamente do PEG-SEDEC, verificando as variáveis que influenciam a organização, as ameaças e oportunidades do ambiente externo, e as fortalezas e debilidades do ambiente interno.
          Aquelas unidades que participaram do Ciclo de Avaliação de 2004 do Prêmio Qualidade Rio deverão fazer uso dos Critérios de Excelência para fazer uma leitura adequada do seu nível de gestão. Além disso, deverão também utilizar as informações descritas no Relatório de Avaliação encaminhado pela Coordenação do Prêmio Qualidade Rio, de forma a identificar, por meio desta avaliação independente, seus pontos fortes e suas oportunidades de melhoria.
          Deve-se, também, fazer um levantamento dos níveis de satisfação das diversas partes interessadas (clientes) nos resultados da Defesa Civil, tendo em vista que essa é uma informação importante a ser considerada quando da escolha das iniciativas mais importantes para melhorar o desempenho.
          É preciso também realizar uma verificação inicial sobre quais são os indicadores necessários ao gerenciamento da unidade, como conseguí-los e monitorá-los, além de identificar os níveis do desempenho atual e do desejado, estabelecendo-se um pequeno diagnóstico dos principais processos da unidade em todos os níveis. É com base nesses dados que será possível identificar as principais restrições em relação às necessidades dos interessados e ao desempenho dos processos considerados críticos, ou seja, aqueles poucos que são vitais ao desempenho da Defesa Civil.
          É importante medir continuamente os resultados dos processos para avaliar a eficácia das unidades da Defesa Civil, saber onde se encontra, onde deve chegar e que medidas devem ser tomadas. A partir dessa medição, pode-se identificar os processos cujo desempenho não estejam correspondendo ao planejado, para tomar as necessárias ações corretivas.
          Cada unidade conduzirá sua própria avaliação, ou seja, não estará sendo avaliado por nenhum elemento externo, sendo de seu próprio interesse e proveito a excelência do trabalho. Não se buscam responsáveis e sim problemas existentes nos processos, para serem corrigidos na 2ª Fase do PEG-SUBSEDEC. O resultado da avaliação de cada unidade interessa apenas ao seu chefe direto e ao Ch, Dir, ou Cmt imediato. É fundamental a opinião e a participação de cada executante das tarefas e atividades que compõem o processo de avaliação no levantamento das fortalezas e debilidades (problemas/oportunidades de melhoria). Os critérios do PQRio devem ser seguidos por todas as unidades.

Passo 4 – Capacitação de Recursos Humanos

           A capacitação de recursos humanos é um passo fundamental na implantação do PEG-SUBSEDEC. Por isso, o Programa buscará promover a atualização do público interno, por meio de cursos de treinamento gerencial, seminários, simpósios e ciclos de palestras.
          Todo o processo educativo voltado para a implantação do PEG-SUBSEDEC deverá ser iniciado pelos comandantes, desde já, visando a sensibilização e o aumento do conhecimento sobre o assunto.
          A realização, porém, das atividades de ensino apenas com pessoal selecionado dentro do público interno não estaria viabilizando a tão desejável integração com a sociedade civil. Para tal, busca-se implementar um programa de capacitação que, através de atividades orientadas e parcerias com organizações civis, levem às diferentes unidades da Defesa Civil uma forma de se preencher possíveis lacunas, assim como aperfeiçoar os processos existentes e introduzir outros.
          Neste passo, uma grande atenção deverá ser dada para a definição dos tipos de cursos que serão realizados ao longo da implantação do PEG-SUBSEDEC. Em uma primeira fase, foi definida a participação dos membros das 26 unidades participantes do PEG-SUBSEDEC nos Cursos de Formação de Avaliadores do PQRio.
          Caberá aos membros do GEPEG a adaptação dos conhecimentos técnicos à realidade da Defesa Civil, quando pertinente, viabilizando a participação do pessoal em cursos e por meio de visitas de benchmarking para melhorar a capacitação, de forma a mostrar que o tipo de conhecimento transmitido pode ser aplicado à Defesa Civil.
          Cabe destacar que é de suma importância a capacitação do pessoal, para que as pessoas aprendam novas técnicas e métodos para a melhoria da gestão. Caso contrário, elas permanecerão realizando suas tarefas da mesma maneira, pois não aprenderão um modo diferente de realizar seu trabalho.
          Espera-se dos comandantes das 26 unidades participantes do PEG-SUBSEDEC a iniciativa de capacitar seus subordinados à realização de avaliações, projetos de melhoria e programas diversos, em contato com os membros do GEPEG e mediante o emprego dos multiplicadores subordinados, que já tenham sido capacitados.

Passo 5 – Plano de Comando

          Neste passo, está previsto o desenvolvimento do Plano de Comando, de forma a estabelecer o direcionamento a ser seguido pela unidade no longo prazo. Esses trabalhos são de responsabilidade direta do Comandante da unidade.
Deve ser realizada uma análise crítica da Missão, da Visão de Futuro, da Política, das Estratégias, das Diretrizes, dos Objetivos e das Metas, além das ações relacionadas ao Plano de Melhoria da Gestão.
          As Orientações Gerais do Secretário de Defesa Civil devem ser consideradas em todas as etapas do planejamento e execução dos trabalhos, pois influenciam a estrutura e a dinâmica de atuação da unidade. Deve-se levar em conta, também, a política e estratégia do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o setor de Defesa Civil e os mecanismos de financiamento que causam impacto sobre a atuação da unidade, além dos fatores econômicos, políticos, culturais e demográficos que são essenciais para o seu gerenciamento.
          Com a análise das ameaças e oportunidades, das forças e fraquezas, dos valores e crenças, das Diretrizes do Secretário, da Missão e da Visão de Futuro da Defesa Civil é possível estabelecer a Missão e a Visão Estratégica da unidade, por meio da qual o Comandante da unidade tem condições de alinhar e integrar todos setores, com o direcionamento que se deseja dar à unidade.
          Cabe destacar que a Visão Estratégica é a “condição palpável”, ou objetivo maior a ser alcançado no período correspondente ao Comando considerado. A Visão Estratégica passa a ser considerada o principal objetivo de longo prazo, visando ao cumprimento da missão.
          Após definir a Visão Estratégica, parte-se para a operacionalização desses conceitos. Para isso, são definidas as Estratégias, os Objetivos Estratégicos e as Ações (Programas e Projetos). As Estratégias e os Objetivos Estratégicos são utilizados para servir como instrumento de transformação da Visão Estratégica e da Missão em projetos focados e viáveis.
          Cabe destacar que, para cada Objetivo Estratégico devem ser definidas Ações e a cada Ação os projetos e prazos correspondentes, visando criar um alinhamento entre a Missão, a Visão Estratégica, as Estratégias e cada uma das Ações estabelecidas e seus posteriores desdobramentos em projetos.

Passo 6 - Plano de Melhoria da Gestão

           Uma das prioridades estabelecidas pelo Secretário de Defesa Civil é implementar uma gestão baseada em processos, que seja orientada para atender os usuários da Defesa Civil, ou de cada unidade, com vistas a atingir os objetivos estabelecidos no escopo dos Planos de Comando de cada unidade.
          Nesse sentido, deve ser elaborado um Plano de Melhoria da Gestão. As unidades que participaram do Ciclo 2004 do Prêmio Qualidade Rio, podem se basear no Relatório de Avaliação da gestão que foi enviado para cada unidade participante.
          O GEPEG elaborará um modelo padronizado para a escrituração do Plano de Melhoria da Gestão.
          É importante destacar a necessidade de aperfeiçoar processos nas unidades da SEDEC. Para isso, todo chefe deve buscar, inicialmente, conhecer os processos que estão sob sua responsabilidade, porque só é possível melhorar aquilo que se conhece.
          Pode-se adotar a seguinte metodologia para tal aperfeiçoamento:
                    1ª fase - análise do processo para melhor identificá-lo (“mapeamento”);
                    2ª fase - simplificação do processo, eliminando ações que nada acrescentam;
                    3ª fase - aplicação da Metodologia de Análise e Solução de Problemas (MASP), que tem o objetivo de resolver de forma simples os problemas já identificados no processo;
                    4ª fase - aplicação do PDCA (Plan-Do-Check-Act), ou seja, encontrar e analisar as causas dos problemas e planejar a sua eliminação (Plan); implementar as ações planejadas (Do); verificar e avaliar os resultados obtidos (Check); e efetuar, se for o caso, as mudanças no processo (Act).

Passo 7 – Sistema de Medição

          O Sistema de Medição deve incluir as medidas de desempenho e os respectivos indicadores. Primeiramente, deve ser realizada uma análise do “o que medir”. Depois, são identificados os indicadores relacionados às diferentes perspectivas do desempenho que foram consideradas relevantes pelo Secretário de Defesa Civil. Essa definição do Sistema de Medição é importante para alinhar, inclusive, os indicadores de desempenho da implementação relacionados ao Plano de Comando, aos Clientes e aos Processos da unidade.
          É necessário o forte comprometimento do Diretor ou Comandante da unidade na implementação do Sistema de Medição, pois vai ser um decisivo indutor da nova cultura de foco nos resultados. Cabe destacar que alguns indicadores já existem e estão sendo utilizados há muitos anos na Defesa Civil, porém sem uma aplicação efetiva daquelas informações, para a tomada da decisão. Esses indicadores utilizados pela Defesa Civil foram levantados pelo GEPEG.
          Para a implantação do Sistema de Medição, pode-se utilizar essa base de indicadores já levantada pelo GEPEG e, com a ajuda desses especialistas, estabelecer os indicadores balanceados da unidade, de forma “top-down”, ou seja, partindo-se das necessidades da Secretaria de Defesa Civil e do Diretor ou Comandante da unidade.

Passo 8 – Monitoramento e Avaliação

          Este passo tem por objetivo avaliar os resultados da implantação do PEG-SUBSEDEC na unidade. Para isso, o Sistema de Medição do desempenho (Passo 7) tem um papel fundamental.
Cabe observar que deve haver uma mudança no próprio processo de avaliação da unidade, que ainda não utiliza sistematicamente os indicadores do desempenho.
          A Coordenação do GEPEG auxiliará cada unidade no estabelecimento de seus respectivos indicadores, com os correspondentes gráficos e tabelas. Modernos softwares poderão ser adotados para facilitar o gerenciamento dos projetos e poderão conter os principais indicadores de desempenho, possibilitando aos comandantes melhores condições de decidir sobre determinado assunto ou questão.

Considerações Finais

          A Secretaria de Defesa Civil é uma organização que possui como seus principais valores a qualidade dos serviços que presta à população, mas também acredita na dedicação, no entusiasmo, na dedicação e na competência de seus integrantes. Por isso, como confirmam as pesquisas, a confiança que a população deposita no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, que é a espinha dorsal da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, emana do profissionalismo da Secretaria, de sua identificação com as aspirações da sociedade, da sensibilidade que tem para compreender as necessidades da população no presente, aliada à capacidade de adaptar-se à evolução dos cenários, modernizando-se, sem abandonar os valores básicos que determinam sua peculiar atuação.
          O Secretário de Estado da Defesa Civil decidiu implantar uma estratégia de melhoria da gestão, baseada no Programa Excelência Gerencial, que será uma ferramenta nas mãos dos gestores do órgão, em todos os níveis hierárquicos, para conhecer, analisar, avaliar e aperfeiçoar o desempenho da Defesa Civil, como um todo, com vistas à satisfação de todos os interessados nos seus resultados.
          O PEG-SUBSEDEC é, então, um objetivo da Defesa Civil. Baseia-se em uma moderna filosofia gerencial adotada pelas organizações em todo mundo.