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Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino Imprimir E-mail
Qua, 21 de Maio de 2008 13:47

Sabia que nos homens, a partir dos 40 anos, a quantidade de testosterona no sangue diminui?

Todos os homens experimentam a diminuição na quantidade de testosterona no sangue, porém em alguns casos essas quantidades diminuem mais que em outros. Esta diminuição impacta na qualidade de vida e pode expor o homem a riscos a longo prazo.

Nesta etapa é conhecida como DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) (siglas em inglês Androgen Deficiency of the Adult Male) ou também conhecida como Andropausa, embora deva-se dizer que é um termo incorreto porque, diferente da mulher, a função testicular no homem não cessa, portanto não existe um momento específico comparável à menopausa, na qual a mulher deixa de menstruar e perde sua capacidade de reprodução.

Tecnicamente DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) define-se como a deficiência de testosterona no sangue relacionada com a idade e que é parte do processo natural de desenvolvimento e maturidade próprio na vida do homem.

Durante esta etapa de diminuição ou deficiência androgênica, a memória e a capacidade de concentração estão consideravelmente diminuídas e muitos homens sofrem de alterações do estado de ânimo. Algumas vezes apresentam-se também transtornos do sono e irritabilidade.

Outras indisposições importantes que o paciente sofre devido à deficiência de testosterona é o aumento da transpiração e/ou ondas de calor - comparáveis às sofridas pelas mulheres na menopausa - atrofia da pele e má distribuição de gordura corporal, bem como possível ausência de excitação ou desejo.

*DAEM = ADAM (sigla internacional)

O que é testosterona?

A testosterona é o mais importante dos hormônios sexuais masculinos ou androgênios.

E onde é produzida?

Principalmente nos testículos. Os testículos têm dupla função no homem adulto. Por um lado, a síntese de androgênios que ocorre nas células de Leydig dos testículos e, por outro, a produção dos espermatozóides.

Mais de 95% dos androgênios presentes no organismo masculino são produzidos pelos testículos. Os 5% restantes vêm principalmente das glândulas supra-renais.

Por dia são produzidos cerca de 6-7 mg de testosterona.

A testosterona é jogada na corrente sangüínea e é conduzida aos órgãos onde atua. A quantidade de testosterona produzida varia no decorrer do dia e os níveis sangüíneos podem ser até 30% mais altos nas primeiras horas da manhã. Esta é basicamente a explicação de porquê as ereções matutinas ocorrem. Habitualmente, os níveis de testosterona são mais baixos entre as 18:00 horas e 20:00 horas.

Qual a função da testosterona no corpo?

A função dos androgênios está relacionada com a idade e inclui a diferenciação sexual, o desenvolvimento das características sexuais (virilização) e a regulação de todas as funções sexuais e reprodutivas masculinas. Por exemplo, durante a puberdade, o aumento de androgênios induz ao crescimento dos órgãos sexuais. Além disso, a testosterona também tem numerosas funções que cumprem um papel decisivo na conservação da saúde e bem-estar do homem.

  • Na sexualidade e na reprodução, a testosterona estimula o aumento da libido (desejo sexual) e a qualidade e freqüência de orgasmos. A testosterona é essencial para que as ereções ocorram; por isto, aqueles pacientes com disfunção erétil (DE) têm muitas vezes baixos níveis de testosterona.
  • Na musculatura, a testosterona promove a síntese de proteínas e produz o aumento na massa muscular.
  • Na produção de sangue, a testosterona estimula por ação direta a medula óssea, aumentando assim o número de glóbulos vermelhos e hemoglobina.
  • No cérebro, a testosterona tem efeitos positivos no desempenho mental, sensação de bem-estar geral e bom humor.
  • Na pele, a testosterona estimula a atividade das glândulas sebáceas. A deficiência desta pode, conseqüentemente, induzir ao ressecamento excessivo e à pele sensível. Por outro lado, o aumento de produção sebácea na puberdade pode causar acne.

Sinais e Sintomas de DAEM*

(Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino)

Osso Possível osteoporose Dor nos ombros Fraturas Diminuição da estatura
Cognitivos Fadiga freqüente Agudeza mental reduzida Diminuição da concentração Alteração do estado de ânimo
Função Sexual Diminuição da libido (desejo sexual) Disfunção erétil
Composição Corporal Aumento da gordura muscular Diminuição da massa muscular
Pele Presença de ressecamento Diminuição da produção de sebo Adelgaçamento do pêlo secundário
Força Muscular Diminuição da força Diminuição da atividade Atrofia
Anemia Presença da fadiga crônica Diminuição da atividade

 

Existe tratamento para DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino)?

Uma vez que se diagnosticou DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) e as causas foram determinadas, o médico decidirá qual o tratamento adequado. A deficiência de testosterona pode ser efetivamente tratada com a terapia de reposição.

A eficácia da terapia de reposição de testosterona foi demonstrada em muitos estudos clínicos e durante vários anos de experiência na prática clínica. O tratamento melhora consideravelmente o bem-estar e o desempenho mental e físico; oferece efeitos positivos sobre o humor, auto-estima e vitalidade geral; provoca efeito virilizante sobre as características sexuais secundárias, como o crescimento do pêlo corporal e pubiano, bem como da barba; aumenta a massa e força muscular, diminuindo a gordura. No plano sexual, o tratamento de DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) conduz à importante melhora da libido (desejo sexual) e das ereções.

Nos homens, a testosterona também tem papel-chave para a manutenção dos ossos sadios. A terapia a longo prazo de DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) consegue aumento na densidade mineral óssea, já que o tratamento também reforça os músculos que mantêm o esqueleto unido. O risco de fraturas relacionadas com osteoporose também é reduzido.

A melhor produção de glóbulos vermelhos também é resultado da terapia de testosterona. Existe evidência preliminar que a terapia de testosterona pode prevenir o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Esta suposição deriva-se do fato de que a testosterona tem influência positiva no metabolismo, com diminuição da gordura e diminuição da pressão arterial.

A melhor produção de glóbulos vermelhos também é resultado da terapia de testosterona. Existe evidência preliminar que a terapia de testosterona pode prevenir o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Esta suposição deriva-se do fato de que a testosterona tem influência positiva no metabolismo, com diminuição da gordura e diminuição da pressão arterial.

O problema de DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) também ocorre pela falta de informação e consciência do homem sobre o adoecimento, bem como no conhecimento sobre os efeitos que este pode desencadear. Converse com seu médico.

É recomendável consultar seu médico para realizar uma avaliação de seus níveis de testosterona. Seu médico é o único que poderá recomendar o tratamento adequado para sua saúde.