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ORIGEM
Não foram ainda esclarecidos completamente todos os detalhes sobre o hino, chegando até a ser negada por alguns a autoria da música de Pedro I. É certo, porém, que o hino, tal como é cantado hoje, tem a música de autoria de Pedro I, assim como letra de Evaristo da Veiga. A 16 de agosto de 1822 este escreveu os versos intitulados Hino Constitucional Brasiliense, que fez imprimir e ao qual depois foram feitos acréscimos e algumas modificações. A data da composição da música continua em dúvida (mas seria posterior a 7 de setembro de 1822), uma vez que nos primeiros tempos após a independência a música executada era a de Marcos Portugal (que também aproveitara versos de Evaristo da Veiga).
A música de autoria do imperador só passou a substituir o hino de Marcos Portugal a partir de 1824, sendo tocada pelo menos até 1831, posteriormente voltando a ser executado o de Marcos Portugal. Nas comemorações do centenário da independência, em 1922, voltou a ser executado, nessa ocasião, porém, não com a música que Pedro I havia escrito. Anos mais tarde, o então ministro da Educação, Gustavo Capanema, nomeou uma comissão composta por Villa-Lobos, Assis Republicano, Luís Heitor e Francisco Braga, para corrigirem os hinos brasileiros de acordo com os originais. Ressurgiu, então, o Hino da Independência, tal como foi escrito pelo imperador e Evaristo da Veiga, e como é conhecido hoje.
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LETRA
Já podeis, da Pátria filhos, Ver contente a mãe gentil; Já raiou a liberdade No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá temor servil! Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava Da perfídia astuto ardil: Houve mão mais poderosa, Zombou deles o Brasil.
Brava gente, brasileira... Não temais ímpias falanges Que apresentam face hostil: Vossos peitos, vossos braços São muralhas do Brasil.
Brava gente, brasileira... Parabéns, ó Brasileiros! Já com garbo juvenil, Do universo entre as nações Resplandece a do Brasil. Brava gente, brasileira!...
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