|
ORIGEM
Quando Pedro I abdicou, Francisco Manuel da Silva compôs a melodia do hino que, em primeira execução, apareceu com letra de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, na ocasião da partida da família imperial para Portugal. Em 1841, na coroação de Pedro II, esse hino foi executado novamente, com letra diferente da primeira e de autor desconhecido. Até a proclamação da República, foi executado em solenidades civis e militares, mas sem letra. Após a República, esse hino não entrou no concurso do Hino para a República, mas, no Teatro Lírico, do Rio de Janeiro RJ, depois de executados os hinos concorrentes e escolhido o de Leopoldo Miguez, preferiu o Marechal Deodoro da Fonseca mantê-lo como Hino Nacional, sendo ali mesmo, a 20 de janeiro de 1890, assinado e lido o Decreto nº 171, cujo artigo primeiro declara que é conservada como Hino Nacional a composição de Francisco Manuel da Silva.
A letra foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada em 1909, mas somente aprovada no Congresso (após algumas modificações feitas pelo próprio autor) a 21 de agosto de 1922 pelo Decreto legislativo nº 5.529, que autorizava o Executivo a adquirir, pela importância de cinco contos, no máximo, a propriedade plena e definitiva da letra do Hino Nacional, tornando-a oficial, o que foi feito pelo Decreto nº 15.671, de 6 de setembro de 1922, assinado pelo presidente Epitácio Pessoa. Em 1937 estabeleceu-se comissão para estudar e rever a música e letra do Hino Nacional e, em 1942, pelo Decreto-lei nº 4.545, de 31 de julho, que dispõe sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais, estabeleceram-se normas para a sua execução: nas instrumentações de orquestra e banda, ficou integrada a marcha batida, já em uso, da autoria do mestre de música Antão Fernandes, na tonalidade em si bemol (com orquestração de Assis Republicano). Para a execução vocal, sempre em uníssono, foi mantida e adotada a adaptação vocal de Alberto Nepomuceno, em fá maior.
Para ouvir a música, Clique Aqui.
(Se desejar, instale o Windows Media Player )
LETRA
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida," "Nossa vida" no teu seio "mais amores". Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula - Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
|